Notícias

05/07/2018 - Fonte: CBIC

O Potencial de contribuição da academia na difusão do BIM

Na data de 18/05/2018 foi publicado no Diário Oficial da União o Decreto No. 9.377 (Brasil, 2018), que instituiu a Estratégia Nacional de Disseminação do Building Information Modelling no Brasil. A Estratégia BIM BR tem como finalidade promover um ambiente adequado ao investimento em Modelagem da Informação da Construção assim como sua difusão no País. É sabido que um plano de execução BIM para projeto envolve a identificação das metas e usos do BIM desejados, o desenho dos mapas de processos relacionados, a definição das trocas de informações necessárias e , finalmente, a definição do suporte de infraestrutura requerido. Uma vez traçado esse plano, inicia-se a implementação de BIM desejada, envolvendo treinamentos e aquisições para a execução de projetos pilotos. O volume 2 da Coletânea Implementação do BIM para Construtoras e Incorporadoras (CBIC, 2016) traz orientações para o planejamento de uma implementação BIM. Tudo parte do conhecimento sobre os possíveis usos do BIM. É sobre esse enfoque que gostaríamos de diagnosticar o potencial da Academia Brasileira para subsidiar a difusão do BIM no Brasil.
Uma forma de avaliar quais usos do BIM são investigados é analisando os artigos apresentados nos eventos científicos da Associação Nacional de Tecnologia no Ambiente Construído (Antac), referência nesse contexto, o Simpósio Brasileiro de Tecnologia da Informação e Comunicação na Construção (SBTIC) e o Encontro Nacional de Tecnologia no Ambiente Construído (ENTAC). O SBTIC mais recente foi realizado em novembro de 2017 em Fortaleza, e foi organizado pela Universidade Federal do Ceará. O último ENTAC foi realizado em São Paulo, em setembro de 2016, tendo sido organizado pela Universidade de São Paulo e Instituto de Pesquisas Tecnológicas.

Apresentamos uma análise dos trabalhos sobre BIM classificando o conhecimento nos usos adaptados para o contexto brasileiro. Utiliza-se a definição de usos do BIM apresentada por Succar, Salleb e Sher (2016) – disponível em http://bimexcellence.com/model-uses/ – por fazer parte da iniciativa BIMe. A BIMe é um projeto de pesquisa internacional comunitário que inclui avaliação aberta e um dicionário BIM multilíngue (incluindo português). Membros do GT TIC participam dessa tradução. A lista de usos do BIM é abrangente e bem definida: (i) usos genéricos que definem disciplinas de modelagem – tais como arquitetura, estruturas e instalações; (ii) usos associados a domínios do ciclo de vida – captura e representação, planejamento e projeto, simulação e quantificação, construção e fabricação, operação e manutenção, monitoramento e controle e de extensão com Sistemas de Informação Geográfica (SIG), Sistemas de Gestão Empresarial (ERP), Internet da Coisas (IoT) entre outros; e (iii) usos específicos que requerem customização. Nossa análise sobre o conhecimento dos pesquisadores associados ao GT TIC será por meio do mapeamento das pesquisas realizadas e os usos de domínio do ciclo de vida.

A Figura 1 permite uma comparação e análise entre o conhecimento difundido nos dois eventos. Percebe-se a intensificação na disseminação do BIM entre o Entac 2016 e SBTIC 2017. Pode-se observar maior ênfase de pesquisa em BIM associado ao uso em planejamento e projeto seguido da construção e fabricação. Esse é um perfil diferente do encontrado na prática brasileira. A adoção de BIM é maior na prática associada à construção. Verifica-se um potencial de contribuição em relação a planejamento e projeto abrangendo a verificação automática de códigos, o redesenho de mapas de processos, a avaliação de requisitos de sustentabilidade e acessibilidade e a gestão de projeto, por exemplo.

O POTENCIAL DE CONTRIBUIÇÃO DA ACADEMIA NA DIFUSÃO DO BIM
https://cbic.org.br/inovacao/2018/06/15/o-potencial-de-contribuicao-da-academia-na-difusao-do-bim/
Na data de 18/05/2018 foi publicado no Diário Oficial da União o Decreto No. 9.377 (Brasil, 2018), que instituiu a Estratégia Nacional de Disseminação do Building Information Modelling no Brasil. A Estratégia BIM BR tem como finalidade promover um ambiente adequado ao investimento em Modelagem da Informação da Construção assim como sua difusão no País. É sabido que um plano de execução BIM para projeto envolve a identificação das metas e usos do BIM desejados, o desenho dos mapas de processos relacionados, a definição das trocas de informações necessárias e , finalmente, a definição do suporte de infraestrutura requerido. Uma vez traçado esse plano, inicia-se a implementação de BIM desejada, envolvendo treinamentos e aquisições para a execução de projetos pilotos. O volume 2 da Coletânea Implementação do BIM para Construtoras e Incorporadoras (CBIC, 2016) traz orientações para o planejamento de uma implementação BIM. Tudo parte do conhecimento sobre os possíveis usos do BIM. É sobre esse enfoque que gostaríamos de diagnosticar o potencial da Academia Brasileira para subsidiar a difusão do BIM no Brasil.
Uma forma de avaliar quais usos do BIM são investigados é analisando os artigos apresentados nos eventos científicos da Associação Nacional de Tecnologia no Ambiente Construído (Antac), referência nesse contexto, o Simpósio Brasileiro de Tecnologia da Informação e Comunicação na Construção (SBTIC) e o Encontro Nacional de Tecnologia no Ambiente Construído (ENTAC). O SBTIC mais recente foi realizado em novembro de 2017 em Fortaleza, e foi organizado pela Universidade Federal do Ceará. O último ENTAC foi realizado em São Paulo, em setembro de 2016, tendo sido organizado pela Universidade de São Paulo e Instituto de Pesquisas Tecnológicas.

Apresentamos uma análise dos trabalhos sobre BIM classificando o conhecimento nos usos adaptados para o contexto brasileiro. Utiliza-se a definição de usos do BIM apresentada por Succar, Salleb e Sher (2016) – disponível em http://bimexcellence.com/model-uses/ – por fazer parte da iniciativa BIMe. A BIMe é um projeto de pesquisa internacional comunitário que inclui avaliação aberta e um dicionário BIM multilíngue (incluindo português). Membros do GT TIC participam dessa tradução. A lista de usos do BIM é abrangente e bem definida: (i) usos genéricos que definem disciplinas de modelagem – tais como arquitetura, estruturas e instalações; (ii) usos associados a domínios do ciclo de vida – captura e representação, planejamento e projeto, simulação e quantificação, construção e fabricação, operação e manutenção, monitoramento e controle e de extensão com Sistemas de Informação Geográfica (SIG), Sistemas de Gestão Empresarial (ERP), Internet da Coisas (IoT) entre outros; e (iii) usos específicos que requerem customização. Nossa análise sobre o conhecimento dos pesquisadores associados ao GT TIC será por meio do mapeamento das pesquisas realizadas e os usos de domínio do ciclo de vida.

A Figura permite uma comparação e análise entre o conhecimento difundido nos dois eventos. Percebe-se a intensificação na disseminação do BIM entre o Entac 2016 e SBTIC 2017. Pode-se observar maior ênfase de pesquisa em BIM associado ao uso em planejamento e projeto seguido da construção e fabricação. Esse é um perfil diferente do encontrado na prática brasileira. A adoção de BIM é maior na prática associada à construção. Verifica-se um potencial de contribuição em relação a planejamento e projeto abrangendo a verificação automática de códigos, o redesenho de mapas de processos, a avaliação de requisitos de sustentabilidade e acessibilidade e a gestão de projeto, por exemplo.
As abordagens didáticas e transformações na graduação de Arquitetura e Urbanismo e Engenharia Civil para incorporar BIM também foram discutidas nos trabalhos científicos. Destaque-se o crescimento de pesquisas sobre aplicação do BIM em operação e manutenção e sobre extensão do BIM para ligações com SIG e IoT. Os interessados em conhecer esses estudos podem consultar os anais dos eventos disponíveis: SBTIC 2017 e ENTAC 2016. Também incentivamos a participação no Etac 2018, que será realizado em Foz do Iguaçu, de 12 a 14 de novembro de 2018.




CONTATO

(81) 2127-0600

mvs@sindusconpe.com.br

CNPJ 11.010.725/0001-87